Deficiência de vitamina C pode ser a causa primária de um infarto

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Em 1987 o Dr. Matthias Rath descobriu que existe uma ligação entre a deficiência da vitamina C e o fator de risco para as doenças cardiovasculares. Depois da publicação de sua investigação e descobertas no Journal of Orthomolecular Medicine sobre Aterosclerose, o Dr. Rath aceitou um convite para se juntar a equipe do Sr. Linus Pauling (laureado prêmio Nobel por duas vezes). Em 1990 ele foi para os Estados Unidos para se tornar o 1° diretor do Instituto Linus Pauling de Investigação Cardiovascular em Palo Alto, California.

COMO A GORDURA COMEÇA A SE DEPOSITAR NAS ARTÉRIAS

De acordo com o dr. Rath a causa primária para o desenvolvimento da aterosclerose é uma deficiência crônica de
vitamina C e outros micronutrientes em milhões de células vasculares, o que prejudica a formação e a funcionalidade das paredes e dos vasos sanguíneos. Os depósitos de gordura nas paredes das artérias são um mecanismo de reparação biológica que procura reparar o dano na parede do vaso sanguíneo que foi originado pela falta de micronutrientes. Se a deficiência nutricional continuar ao longo de anos e décadas, essa reparação continua e os depósitos vasculares crescem.

Uma ingestão adequada de vitamina C e outros micronutrientes celulares otimizam a estabilidade e a função de milhões de células da parede arterial, ajudando na prevenção da aterosclerose.

No vídeo abaixo fica evidente – de acordo com as pesquisas do dr. Matthias Rath – como se inicia o processo de deposição de gordura nas artérias, bem como o papel da vitamina C nesse processo (ative a legenda em português).

POR QUE OS ANIMAIS NÃO SOFREM ATAQUES CARDÍACOS?

De acordo com Organização Mundial de Saúde OMS, aproximadamente 17,7 milhões de pessoas morrem anualmente decorrentes de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Surpreendentemente, enquanto as doenças cardiovasculares têm se tornado a maior epidemia de todas na história da humanidade, estes mesmos ataques cardíacos são totalmente desconhecidos no mundo animal. O seguinte parágrafo do renomado livro de medicina veterinária, Veterinary Pathology de T.C. Jones and H.A. Smith, documenta esse fato:

“A verdade, porém é que nenhuma espécie de animais domésticos, com raras exceções, desenvolvem aterosclerose com alguma relevância clínica, aparentemente a maioria dos mecanismos patológicos pertinentes operam também nos animais e que a aterosclerose não é impossível de ocorrer; Mas ela simplesmente não ocorre. Se a razão dessa doença não se desenvolver nos animais fosse encontrada, seria jogada uma luz bastante útil sobre a doença humana.”

 

Essa importante observação foi publicada pela primeira vez em 1958. Hoje, mais de seis décadas depois, o enigma da doença cardiovascular humana foi finalmente resolvido (Pelo menos para o Dr. Rath). A solução para resolver esse enigma é um dos maiores avanços da medicina.

Aqui está a razão de os animais não terem ataques cardíacos:

Com raras exceções, os animais produzem sua própria vitamina C em seu próprio corpo. A quantidade
diária de vitamina C produzida pelos animais variam entre 1.000 mg e 20.000 mg, proporcionalmente comparado ao peso do ser humano. A vitamina C é o “cimento” da parede da artéria e uma quantidade ótima de vitamina C estabiliza essas paredes. Em contrapartida, nós humanos não produzimos uma gota sequer de vitamina C.

Nossos ancestrais perderam essa habilidade há gerações atrás quando a enzima necessária para transformar as moléculas de açúcar (glicose) em vitamina C foi extinta. Essa modificação molecular da herença (gene) dos nosso ancestrais não causou nenhuma desvantagem imediata, uma vez que milhares de gerações tiveram como fonte primária de nutrição as plantas, tais como, cereais, frutas entre outros que forneciam a quantidade mínima de vitaminas para eles. Os hábitos nutricionais e a ingestão de vitaminas pelos seres humanos mudaram consideravelmente neste século. Hoje em dia, muitas pessoas não recebe a quantidade suficiente de vitaminas de suas dietas. Ainda pior, o processamento dos alimentos, o armazenados por longos períodos e super cozimento destroem a maioria das vitaminas da comida. As consequências são resumidas na figura abaixo.

COMO A VITAMINA C PREVINE A ATEROSCLEROSE?

Segundo o dr. Rath a vitamina C contribui de muitas maneiras diferentes na prevenção de doenças cardiovasculares. Ela é um antioxidante importante e serve como um cofator para muitas reações bioquímicas nas células do corpo. A função mais importante da vitamina C na prevenção dos ataques cardíacos e dos acidentes vasculares cerebrais é a sua capacidade de aumentar a produção de colágeno, elastina e outras moléculas de reforço do corpo. Estas “vigas” biológicas de reforço constituem o tecido conjuntivo, no qual compreende aproximadamente 50% de todas as proteínas do nosso corpo. O colágeno tem a mesma função estrutural de estabilidade para o nosso corpo que as vigas de ferro têm para um edifício arranha-céu. O aumento da produção de colágeno significa uma maior estabilidade para os quilométricos tubos de artérias, veias e capilares.

Apesar destes fatos serem conhecidos há séculos, eles ainda não são aplicados na medicina de hoje. A próxima imagem resume a questão principal das causas dos ataques cardíacos e dos acidentes vasculares cerebrais. A parede de uma artéria de pessoas com deficiência de micronutrientes apresenta uma característica muito semelhante da parede da artéria de pacientes com a doença do escorbuto.

Coluna Esquerda A: Uma ingestão ótima de vitamina C leva a uma produção e funcionamento ótimo das moléculas de colágeno. A parede de um vaso sanguíneo estando estável não permite que depósitos ateroscleróticos se desenvolvam. A disponibilidade ótima de vitamina C no organismo é a principal razão pela qual os animais não têm ataques cardíacos.

Coluna direita C: A coluna da direita da imagem resume a doença do escorbuto. O esgotamento total das reservas de vitaminas C no organismo – como ocorreu nos marinheiros dos séculos anteriores – conduz a uma degradação gradual do tecido conjuntivo do corpo, incluindo as paredes dos vasos sanguíneos. Milhares de marinheiros morreram dentro de alguns meses por hemorragia através de vazamentos das paredes dos vasos sanguíneos.

Centro Coluna B: A aterosclerose e a doença cardiovascular ocorrem exatamente entre estas duas condições. Uma dieta comum contém a quantidade suficiente de vitamina C para prevenir o escorbuto, mas o não suficiente para garantir a estabilidade e reforçar as paredes das artérias. Como consequência, milhões de pequenas rachaduras e lesões desenvolvem-se ao longo das paredes das artérias. Subsequentemente, o colesterol, as lipoproteínas e outros fatores de risco presentes no sangue entram nas paredes lesionadas das artérias a fim de reparar os danos. No entanto, com uma ingestão de vitamina cronicamente baixa, esse processo de reparação continua ao longo de décadas. Ao longo de muitos anos, este mecanismo de reparo exacerbado ou desordenado desenvolve os depósitos ateroscleróticos. Os depósitos nas artérias do coração levam eventualmente a um ataque cardíaco; os depósitos nas artérias do cérebro levar eventualmente ao acidente vascular cerebral.

REMÉDIOS REDUTORES DE COLESTEROL AGRAVA AINDA MAIS A SITUAÇÃO?

1. A deficiência de micronutrientes a longo prazo enfraquece as paredes dos vasos sanguíneos e causa lesões microscópicas;

2. Nesta situação, tornam-se necessários reparos e o fígado é induzido a aumentar a produção de fatores de reparação como o colesterol.

 

3. O colesterol e os triglicérides são as “moléculas de reparação” mais conhecidas. No sangue são transportadas em forma de lipoproteínas para os locais que precisam ser reparados nos vasos sanguíneos. Isso leva ao aumento do níveis de gordura no sangue;

4. Dessa forma, os níveis aumentados de gordura no sangue não são a causa, mas sim a consequência das doenças cardiovasculares. Os altos níveis de gordura no sangue só se torna um problema se a deficiência de micronutrientes continuar e as paredes dos vasos sanguíneos permanecerem frágeis.

 

 

O uso mais comum de drogas redutoras de colesterol (estatinas) diminui a produção de colesterol em milhões de células do fígado e outros órgãos. O mecanismo de funcionamento dessas drogas é bem conhecido: elas inibem a enzima chave da síntese do colesterol chamada HMG-CoA-Redutase*.

Estas drogas são vendidas com a promessa de diminuir as doenças cardíacas, mas elas têm efeitos colaterais graves e até mortais.

Vivemos atualmente uma epidemia de prescrição médica de estatinas, onde até crianças estão sendo submetidas ao uso contínuo desse medicamento. Enquanto as vendas desse medicamento duvidoso se tornam um negócio multibilionário, o fato da vitamina C ser um inibidor natural eficaz dessa enzima tem sido ignorado.

Nota do editor: Esse artigo é meramente informativo, e reflete apenas os dados encontrados na pesquisa do dr. Matthias Rath, não deve ser tomado como base para nenhuma auto medicação ou visa substituir nenhuma orientação médica. Vale ressaltar também que a maioria dos suplementos de vitamina C disponíveis no mercado, mesmo das marcas mais conhecidas podem conter diversas substância tóxicas oriundas do processo de industrialização. Portanto, procure orientação médica qualificada e dê preferência a alimentos ricos em vitamina C caso deseje suplementar.

 

REFERÊNCIAS
Livro Por que os animais não têm ataques cardíacos e as pessoas têm!